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Rio de Janeiro, 10 de Março de 2010

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História

Ao iniciar-se o século XIX, as condições sanitárias da Cidade do Rio de Janeiro eram muito precárias, em decorrência da falta de um adequado sistema de esgotos e de drenagem pluvial. Tendo decidido construir esses serviços, que eram reclamados com veemência há longo tempo por autoridades sanitárias e pela própria opinião pública, o imperador D. Pedro II mandou estudar o projeto de esgotos sanitários e pluviais na Inglaterra, existindo dele plantas de autoria do Engenheiro Eduardo Gotto, no Arquivo Nacional, na Biblioteca Nacional e da CEDAE, datadas do período 1853/1863. A Lei 719/1853 autorizou o Governo a contratar os serviços com "John Frederic Russel ou outro qualquer. Mais tarde, em 1857, foi celebrado contrato com Russel e seu Sócio Joaquim Pereira Vianna de Lima Junior, para fazer "o serviço de limpeza das casas e do esgoto das águas pluviais", com prazo de 90 anos. Esse contrato foi transferido em fevereiro de 1862, para a "The Rio de Janeiro City Improvements Company Ltd." constituída em Londres por Mr. Gotto.

Casa das Máquinas

A área para esgotar foi dividida em 3 Distritos, o do Arsenal (1°), o da Gamboa (2°) e o da Glória (3°). Acontece, entretanto, que o local escolhido para o 3° Distrito, o da Glória, onde hoje se encontra a sede da SEAERJ, ainda não existia, tendo o Governo de autorizar a City, em fins de 1863, a aterrar o mar, para "criar" o terreno necessário às obras projetadas. A City iniciou seus trabalhos contratuais em junho de 1863, concluindo as obras da Glória em 1864, as da Gamboa em 1865 e as do Arsenal em 1866. Foi no Distrito da Glória que as obras começaram, sendo construído, entre outros, um prédio de 2 pavimentos, em alvenaria de pedra, que tinha uma "Casa de Machinas" no térreo e uma Estação de Tratamento" no 2° pavimento. A cidade do Rio de Janeiro foi a 2a do mundo, como Capital (depois de Londres) a possuir serviços de esgotos sanitários e pluviais, que viriam a se constituir em uma das mais importantes obras públicas realizadas no reinado de D. Pedro II. Segundo consta no relatório apresentado pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios de Agricultura, Comércio e Obras Públicas, Manoel Pinto de Souza Dantas, de 1868, relativo ao exercício anterior, o esgotamento pluvial da Cidade do Rio de Janeiro, executado pela City, foi "um melhoramento que a coloca entre as mais importantes cidades do mundo".


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