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Rio de Janeiro, 6 de Setembro de 2010

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Secretário municipal faz palestra sobre planejamento de transportes no Rio

O secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão Fontes, apresentou no dia 16 de dezembro, no auditório Gastão Sangès da SEAERJ, a palestra "Planejamento de Transportes no Município do Rio de Janeiro – 214/2016. Sansão disse que o objetivo da Prefeitura é construir uma rede hierarquizada e equilibrada de transportes e circulação viária, com a a redução da poluição gerada pelo sistema de transporte e a garantia da acessibilidade universal e mobilidade sustentável.

As metas contemplam o aproveitamento do potencial hidroviário no transporte urbano, redução da emissão de gases poluentes e poluição sonora e políticas adequadas para a circulação e estacionamento nos centros de comércio e serviços.

Na área de infraestrutura, a idéia é implantar uma rede de transporte de alta capacidade através do sistema de ônibus rápido (Bus Rapid Transit – BRTs), com um corredor exclusivo, melhoria dos sistemas ferroviário e metroviário, em parceria com os governos estadual e federal, com a complementação das linhas 1 e 2 do Metrô e a implantação da linha 4.

– Gostaríamos que o transporte no município a nossa Cidade fosse baseada em trem e metrô como os países ricos, mas por enquanto o BRT é uma solução viável que vai melhorar muito o dia-a-dia da população, disse Alexandre Sansão.

Segundo o secretário municipal de Transportes, a dificuldade de mobilidade na capital deve-se menos ao excesso de uso da opção viária – segundo o PDTU apenas uma minoria recorre ao trem ou à barca — do que ao que definiu como “desordem do sistema de transporte”. A causa: predominância da lógica do setor privado sobre a do planejamento e controle públicos. Sansão assumiu as debilidades do poder municipal. “A prefeitura do Rio tem sido frágil para lidar com o gerenciamento do transporte de ônibus. A lógica privada prevalece”, diz.

– As empresas de ônibus propõem a quem atender e o município autoriza, quando deveria

ser o contrário. O município deveria ter o controle da situação, e não é isso que acontece ao longo destes últimos anos. Quando você não tem a lógica pública da estratégia de desenvolvimento, o resultado é um sistema irracional, com impactos na mobilidade– diz.

Na opinião de Alexandre Sansão, o enxugamento de linhas e a adoção de faixas exclusivas para a circulação de ônibus são um dos caminhos para solucionar o colapso viário. Ele afirma que o sistema de transporte de massas está no seu limite e não possui mais capacidade de absorção das demandas de deslocamento.

– O trem tem espaço, mas também precisa investir em carros e vagões para poder absorver a população. Também não dá para achar que eles serão suporte do sistema a curto prazo porque já não atendem mais ao conjunto dos deslocamentos, a cidade se desenvolveu muito. Os bairros cresceram, ficam longe da malha ferroviária; então todas as soluções têm que ser buscadas.

Quanto aos investimentos em transportes feitos ao longo dos últimos anos, Sansão reconhece que houve investimentos pesados em rodovias, vias expressas e duplicação de vias. Mas o mesmo não aconteceu em relação ao transporte de massa.


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